sábado, 29 de outubro de 2011

A ludicidade é um assunto que tem conquistado espaço nos mais diversos setores da sociedade. É vista como algo fundamental no processo do desenvolvimento humano, e cada vez mais são produzidos estudos de cunho cientifico para entender sua dimensão no comportamento humano e buscam-se novas formas de introduzir essa ciência na prática pedagógica.
A ludicidade, tão importante para a saúde mental do ser humano, precisa ser mais considerada; o espaço lúdico para a criança está merecendo maior atenção, pois é o espaço da relação afetiva com o mundo, com as pessoas, com os objetos e consigo mesmo.  

A aceitação da ludicidade, por parte dos professores, não garante uma postura lúdico-pedagógica na sua atuação. O lúdico é uma ciência nova que precisa ser estudada e vivenciada, mas a tendência dos profissionais é achar que sabem lidar com esta nova ferramenta porque um dia já brincaram. Entretanto, ao iniciarem o trabalho, deparam-se com muitas dúvidas, pois eles aprenderam muito sobre sua área profissional durante a formação acadêmica e muito pouco sobre ludicidade, tendo por isso poucos elementos de análise e compreensão deste tema como fator de desenvolvimento humano. (SANTOS, 2001. P. 52-53).
A educação pela via da ludicidade propõe-se a uma nova postura existencial, cujo paradigma é um novo sistema de aprender brincando inspirado numa concepção de educação para além da instrução.
Por fim, é preciso que os profissionais de educação reconheçam o real significado do lúdico para ampliá-lo adequadamente, estabelecendo a relação entre o buscar e o aprender a aprender, pois, a ludicidade, hoje, direcionara tanto para crianças, jovens ou adultos em diferentes instituições como escolares, empresas, universidades, hospitais, tem que ser tratada com cientificidade para poder ser um fator de transformação.
http://youtu.be/e8PBGaUtDOI
O jogo e a brincadeira estão presentes em todas as fases da vida dos seres humanos, tornando especial a sua existência de alguma forma o lúdico se faz presente e acrescenta um ingrediente indispensável no relacionamento entre as pessoas, possibilitando que a criatividade aflore.
Por meio da brincadeira a criança envolve-se no jogo e sente a necessidade de partilhar com o outro. A parceria é um estabelecimento de relação. Esta relação expõe as potencialidades dos participantes, afeta a emoções e põe à prova as aptidões testando limites. Brincando e jogando a criança terá oportunidades de desenvolver capacidades indispensáveis a sua futura atuação profissional, tais como atenção, afetividade, o hábito de permanecer concentrado e outras habilidades perceptuais psicomotoras. Brincando a criança torna-se operativa.
A parceria da ludicidade com a sala de aula faz com que a atividade, através da qual a criança vai aprender, seja introduzida de maneia agradável, sem o medo de errar, que pode estar presente na realização de uma tarefa em sala de aula. Sendo também um ambiente ideal para observar e avaliar a criança sem ela saber. Assim a mesma vivencia momentos lúdicos e o professor através das observações encontra novos caminhos para direcionar sua prática docente e enriquecer a aprendizagem dos seus educandos.

Ludicidade e Educação

A palavra lúdico vem do latim ludus, que significa jogo, divertimento e passatempo, num sentido figurado é prazer, brinquedo e gracejo. No dicionário Aurélio, consta que o lúdico é referente a caráter de jogos, brinquedos e divertimentos. Por isso acreditamos que, jogo, brinquedo e a brincadeira são atividades lúdicas e que no momento que a criança vivência momentos de diversão, de expressão, de fantasia com esses elementos, ela está vivenciando interagindo com a ludicidade.
O lúdico evoluiu, não parou apenas nas suas origens e acompanhou as pesquisas de psicomotricidade. O lúdico passou a ser reconhecido como traço essencial de psicofisiologia do comportamento humano. De modo que a definição deixou de ser o simples sinônimo de jogo. As implicações da necessidade lúdica extrapolaram as demarcações do brincar espontâneo.