A ludicidade é um assunto que tem conquistado espaço nos mais diversos setores da sociedade. É vista como algo fundamental no processo do desenvolvimento humano, e cada vez mais são produzidos estudos de cunho cientifico para entender sua dimensão no comportamento humano e buscam-se novas formas de introduzir essa ciência na prática pedagógica.
A ludicidade, tão importante para a saúde mental do ser humano, precisa ser mais considerada; o espaço lúdico para a criança está merecendo maior atenção, pois é o espaço da relação afetiva com o mundo, com as pessoas, com os objetos e consigo mesmo.
A aceitação da ludicidade, por parte dos professores, não garante uma postura lúdico-pedagógica na sua atuação. O lúdico é uma ciência nova que precisa ser estudada e vivenciada, mas a tendência dos profissionais é achar que sabem lidar com esta nova ferramenta porque um dia já brincaram. Entretanto, ao iniciarem o trabalho, deparam-se com muitas dúvidas, pois eles aprenderam muito sobre sua área profissional durante a formação acadêmica e muito pouco sobre ludicidade, tendo por isso poucos elementos de análise e compreensão deste tema como fator de desenvolvimento humano. (SANTOS, 2001. P. 52-53).
A educação pela via da ludicidade propõe-se a uma nova postura existencial, cujo paradigma é um novo sistema de aprender brincando inspirado numa concepção de educação para além da instrução.
Por fim, é preciso que os profissionais de educação reconheçam o real significado do lúdico para ampliá-lo adequadamente, estabelecendo a relação entre o buscar e o aprender a aprender, pois, a ludicidade, hoje, direcionara tanto para crianças, jovens ou adultos em diferentes instituições como escolares, empresas, universidades, hospitais, tem que ser tratada com cientificidade para poder ser um fator de transformação.